sexta-feira, 9 de junho de 2017

O terno não faz o treinador

Falar de futebol é sempre arriscado. Principalmente no Brasil. Aqui, as rígidas regras do esporte bretão foram dribladas pela ginga e criatividade típicas do brasileiro. Com vantagens e desvantagens. O lado bom da flexibilização é que proporcionou o surgimento dos Garrinchas, Romários e Túlios que encantaram o mundo e nos deram tantos títulos. Por outro, nunca tivemos em nenhuma equipe brasileira um Alex Ferguson e suas duas décadas e meia à frente do Manchester. Nos campeonatos brasileiros, o normal é que nenhum time inicie a temporada e vá até seu fim com o mesmo elenco e o mesmo treinador.
Por falar em treinador, é sabido por todos que nenhum brasileiro conseguiu se firmar à frente de uma equipe europeia. Não por incompetência. A causa é cultural. Na última final da Champions League em que o Real Madrid massacrou a Juventus, era interessante a figura dos dois treinadores, Zinedine Zidane na esquadra espanhola e Massimiliano Allegri na turinesa. Os dois foram jogadores de futebol e agora estavam à beira do campo. Os dois de terno. Meio desalinhado o de Zidane, é certo. Mas sempre um terno, clássico, elegante. O de Allegri, então, perfeito, italiano. Só isso diz tudo. Os dois com gestos comedidos como cabe a um treinador... europeu. Emoção mínima. Eficiência máxima.
Quanta diferença com um Abel Braga, Joel Santana, Murici Ramalho, Renato Gaúcho... só para falar em alguns da atualidade. Estes não cabem dentro de um terno. O Renato até que tenta usar camisas sociais, mas a calça é jeans e, no pé, os tênis. De marca, óbvio. Mas não são sapatos italianos! São tênis. Roupa esportiva e não executiva.
No auge da carreia, o Wanderlei Luxemburgo foi treinar o Real Madrid. Fracassou. Não tinha o perfil europeu. Mas voltou de lá vestindo terno à beira do gramado. Dunga, talvez pela longa experiência como jogador na Itália, ao assumir como treinador no Brasil, também primava pela roupa social. De elegância duvidosa em certas ocasiões, como todos pudemos notar. Também não deu certo. Mais recentemente, aqui na Província de São Pedro de Rio Grande, outro treinador com passagem pela Europa como jogador, passou a dirigir uma da Série B, fardado com elegantes ternos italianos. Fracassou rotundamente... Ele vestia terno italiano. Mas não tinha jogadores italianos. Nem treinava um time italiano. E nem participava de um campeonato italiano. A realidade que estava à sua frente não se transformava pelo fato de ele usar um terno italiano.
Lembro disso tudo ao reparar o cenário político brasileiro e seu messianismo mágico. Personagens que vestem um traje – de presidente, de juiz, procurador, ministro, senador, deputado, prefeito... – e acham que isso é suficiente para que todos os considerem como tal e submetam-se a seus ditames. Pelo simples fato de usarem um terno, uma faixa, uma toga, acham que tem autoridade. Mas para ser autoridade, é preciso muito mais. É preciso o respaldo do povo, da nação, da urna, da democracia.

Por isso, mesmo admirando a eficácia do futebol europeu, ainda prefiro nossos Garrinchas, Romários, Abeis, Joeis, Muricis, Renatos... que não vestem ternos e togas, mas tem o jeito e a ginga do povo brasileiro, falam a linguagem do povo brasileiro e, sem sonhar em ser espelhos cacofônicos da Europa, ganham títulos com o povo brasileiro.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Harakiri



 Em japonês, seu nome é Seppuku. No Ocidente, tornou-se conhecido como haraquiri. Em qualquer uma das versões, literalmente, significa “cortar o ventre”. As primeiras informações de sua existência remontam ao século XII. No século XIX, foi proibido. Reservado aos samurais, o ritual surgiu primeiramente como prova de lealdade, mesmo na morte, do samurai ao seu senhor. Com o tempo, passou a ser executado como forma de resgatar a nobreza de um samurai que traíra ao seu senhor ou infringira o código de honra dos guerreiros.
O harikiri era uma cerimônia pública. Após ter obtido autorização de seu senhor, o samurai, devidamente trajado, ajoelhava e, tomando sua espada ou punhal, realiza primeiro o kiru, um corte horizonte, abaixo do umbigo (em japonês, hara), da esquerda para a direita. Em seguida, se lhe restavam foças, fazia outro corte no sentido vertical, de baixo para cima. As vísceras deviam ser versadas para fora para provar a honradez. Feito isso, entrava em ação o kaishakinin que, num golpe de misericórdia, realizava a decapitação final.
Mesmo identificada com a cultura oriental, a prática de tirar a própria vida como um modo de ter morte digna, foi comum também na Roma antiga. Chefes militares e soldados, na iminência de serem aprisionados pelos inimigos, optavam por cravar a espada em si mesmos. Como nos atesta a Bíblia no livro dos Atos dos Apóstolos, qualquer funcionário público que falhasse no cumprimento do seu dever, salvava sua honra tirando a própria vida (At 16, 25-28). Mas o ato era mais habitual entre os funcionários mais graduados. Foi o caso do general Quintílio Varo ao ser derrotado pelos germanos. Sentindo-se culpado por não ter sabido conduzir seus soldados, cravou a espada no peito. O mesmo foi feito por Marco Antônio, aquele que se tornou famoso por ser amante de Cleópatra. Nero, sem coragem para tal ato, pediu a um soldado que lhe cravasse a espada no coração.
Mas o método mais utilizado em Roma para morrer com dignidade era o corte nos pulsos. A história nos atesta que foi grande o número de políticos romanos que, metidos em intrigas e falcatruas, recorriam a esta prática. No fim do período de Tibério, parte significativa do Senado romano fez correr o sangue das próprias veias. Estavam todos com a honra comprometida e, para fugir à prisão e castigo, preferiram sair desta vida por própria iniciativa e assim resgatar a dignidade, mesmo que fosse depois da morte. Segundo o historiador Tácito, “por medo do carrasco preferiam morrer assim, e também porque, aos condenados, recusava-se sepultura e os bens eram confiscados, enquanto que aos que tiravam a própria vida respeitava-se o testamento e dava-se sepultura ao corpo, como recompensa”. Entre os que optaram por essa saída encontram-se os famosos Sêneca, professor de Nero, e o escritor Petrônio.
Tripas saltando para fora do ventre, espada cravada no coração, sangue jorrando dos pulsos... Cenas que, certamente, não são mais necessárias e nem desejáveis na nossa sociedade moderna e civilizada que rejeita a violência. No lugar delas, sugerimos o simples, singelo e incruento sincericídio. Se alguma noção de honra resta aos homens públicos neste momento de crise nacional, poder-se-ia apenas exigir-lhes que admitam seus crimes, deixem a vida pública, devolvam o dinheiro roubado e, num gesto de grandeza, nunca mais a ela voltem. E isso, de livre e espontânea vontade para que as mãos das vítimas não se sintam tentadas a sujar-se para fazer justiça.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

"Nós não caminhamos sós!"



Do inferno não há volta. Sua entrada não tem portão, nem cadeado, nem chave. Mas uma vez passado o limiar, não há como retroceder. A frase no alto, adverte: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais!” É a entrada do inferno descrita por Dante Aleghieri em sua Divina Comédia. O sentido da frase é claro: depois da morte, não há mais possibilidade de mudança no nosso destino. Ou estaremos no céu, ou no inferno.
Menos óbvia era a frase colocada no portal de entrada de vários campos de concentração na Europa do séc. XX: "Arbeit macht frei". O trabalho liberta. Ela podia soar como uma advertência: quem foi trazido para cá é porque é vagabundo, não sabe se organizar na vida, precisa ser forçado a aprender e, numa sociedade industrial, o trabalho é a melhor forma de disciplinar os desviados e rebeldes da sociedade. Parece que foi esse o sentido primeiro do uso da frase pelos nazistas. Judeus, ciganos, homossexuais e comunistas eram pessoas vagabundas que precisavam ser reeducadas e assim contribuir para a construção do Terceiro Reich. Frei Joseph-Marie, com quem convivi durante dois anos em Lyon, foi prisioneiro durante três anos em um desses campos. Para ele, a frase era uma sádica ironia. Em Dachau, Auschwitz, Buchenwald e tantos outros, a única libertação que um prisioneiro podia esperar, era a morte. Ela era a esperança de libertação daquele inferno de trabalho, fome e vexações.
As duas frases me vieram à mente na segunda-feira passada quando, ao chegar no Hospital Colônia Itapuã, me deparei com o portal que separava a “área limpa” da “área suja” do leprosário. Era um portal que, diferentemente do inferno de Dante, tinha portão, cadeado e, ao seu lado, muros e arame farpado que impediam qualquer um dos internos de sair. Mas assim como o portal do inferno de Dante, este também só tinha entrada. Uma vez ultrapassado o limiar, não havia qualquer possibilidade de saída. Nem depois da morte. Do lado de dentro estava o cemitério para onde eram levados os ali falecidos. Até hoje seus restos lá estão. Nem um único sequer foi reclamado pelos familiares.
No alto do portal do leprosário, uma enigmática frase: “Nós não estamos sós”. Rita, a enfermeira que nos guiou pelas histórias passadas e presentes do Leprosário de Itapuã onde os freis capuchinhos trabalharam de 1940 até o início do presente século, nos contou que a frase foi escolhida em um concurso entre os internos. Das muitas sugeridas, esta foi a escolhida. Me pus a pensar: qual seu sentido? Qual a intenção do interno, que sabia que nunca mais sairia de lá, ao pronunciar aquela frase? E qual a intenção daqueles – o diretor do hospital, as irmãs da Penitência e Caridade Cristã que ali trabalhavam, Frei Pacífico de Bellevaux, capelão do Hospital Colônia Itapuã de 1940 a 1954 – ao escolher esta frase? Não sei. Não sabemos. Não há, até agora, nenhum documento que o diga...
Rita, a gentil enfermeira de tantas experiências com os remanescentes do leprosário e com os doentes mentais que hoje ocupam o espaço, foi a que me deu a chave para o enigma da frase. Num tempo em que não havia medicação para a hanseníase, eles foram retirados do convívio social, sepultados ainda em vida, ocultados dos olhos de todos, para que a sociedade não fosse contaminada pela lepra. Eles deram sua vida para que o resto da sociedade não tivesse sua vida ameaçada. Segregados da sociedade, trancafiados nos pavilhões Carville, seus filhos arrancados – literalmente - do seio materno e enviados para o Abrigo Santa Cruz, eles e elas, não estavam sós naquele vilarejo a 60 quilômetros de Porto Alegre. Toda a sociedade estava com eles. Eles carregavam sobre si a doença da sociedade para que esta pudesse estar sã. Verdadeiramente, eles não estavam sós! Nós estávamos com eles e, isso, não pode ser esquecido.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Melhor assim!

Porto Alegre. Rua da Conceição, Centro. João acordou cedo. O movimento já começara no entorno da Rodoviária. O velho viaduto range sob o peso dos carros, ônibus e caminhões que levavam e traziam mercadorias, pessoas, sonhos e esperanças no novo dia.
João olha para o lado. Aí está a caneca do café. No fundo do recipiente de metal, ainda um pouco do líquido negro, frio, depois da noite fria do início de maio. Ao lado, a garrafa de cachaça. Vazia. O pouco que sobrara na noite anterior, seu vizinho de rua e de abrigo havia sorvido para acalentar a noite. João estende a mão esquerda e, mesmo sem olhar, localiza o corpo quente e enrolado de sua companheira Kaká. Ela o acompanha há muito tempo. Encontrou-a solitária numa pracinha pros lados da Redenção. Abandonada, na rua, sem dono. Foi paixão à primeira vista. Desde aquele dia a cadelinha vira-lata segue João no seu roteiro diário em busca do pão de cada dia. Pode ser pão de ontem conseguido na porta da Padaria Soledade. Mas também serve uma fruta meio estragada no latão em frente ao mercadinho Boa Esperança. Ou um pedaço de xis abandonado por alguém num banco da Praça da Alfândega. Quem tem fome não escolhe. Isso bem sabe João. E Kaká também aprendeu a regra. Tanto que ela agora já come frutas e outros legumes. Afinal, como a carne tá difícil até prá quem tem casa e trabalho, prá cachorro de morador de rua, nem osso sobra.
Apoiando-se no braço direito e jogando o peso da cabeça para a frente, João volta-se para o lado esquerdo onde está Kaká. Entre ela e ele, o saco com aquilo que ele chama “minhas tralhas”. É pequeno, quase vazio, mas guarda quase tudo que João tem hoje: um par de calças conseguido ontem num Centro Espírito, duas camisas que ele encontrara abandonadas em frente a uma casa no Bom Fim e um tênis dado por Clécio, seu companheiro de abrigo noturno embaixo do elevado da Conceição. E, como não podia deixar de ser, o bem mais precioso: uma afiada faca com cabo de madeira para qualquer eventualidade. Afinal, a rua é cheia de perigos e o melhor é estar aprevenido*.
Clécio e João tinham se tornado amigos depois que os dois fugiram juntos da polícia que queria limpar a frente de um supermercado da Cristóvão Colombo. Clécio tinha vindo de São Paulo. De carona em carona chegara em Porto Alegre. A razão da fuga? “Em São Paulo a Guarda passa e tira os cobertor e as tralhas de morador de rua.” João, ainda sonolento, passa a mão na cabeça de Kaká que, reconhecendo a mão do dono, apenas grunhe. Sorrindo, João lembra daquela correria pela Cristóvão ao lado de Clécio. Cuspindo como se fosse na cara dos policiais, solta um sonora palavra e uma gargalhada. Passa a mão por sobre o corpo. Aí está seu cobertor que ele ganhou na Igreja São Carlos. Aqui não tem perigo. Não tem guarda prá tirar os cobertores e as tralhas dos moradores de rua.
Clécio, que acordara com o palavrão e a gargalhada de João, olha assustado e, como que saindo de um pesadelo e adivinhando os pensamentos de João, pergunta com voz pastosa: “João, quem é o prefeito de Porto Alegre?” “Sei lá eu e nem me interessa...” Enquanto João solta mais um sonoro palavrão, Clécio vira pro lado e murmura prá si mesmo um reconfortante “Melhor assim!”

terça-feira, 2 de maio de 2017

Barbárie Civilizada

Em que anos estamos? Em 2017 ou em 1500? Em pleno 30 de abril, véspera do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, um grupo de pistoleiros arregimentados pelos fazendeiros da região, depois de uma churrascada regada a muita bebida, armados com pistolas, facões, facas, paus, invadem a aldeia indígena Povoado das Bahias, no município de Viana, no Maranhão, e semeiam o terror esfaqueando homens e mulheres de todas as idades, aí incluídos velhos e crianças. Para deixar sua marca indelével, decepam as mãos de dois membros da comunidade Gamela.
A polícia da região, sabedora do planejado, nada fez para evitá-lo. O Ministro da Justiça, informado do ocorrido, desqualificou a gravidade do ato através do argumento de que os atacados seriam “supostos indígenas” e não verdadeiros indígenas. Pergunto: se não fossem verdadeiros indígenas, a violência seria justificável?
Esse não é o primeiro ataque que o povo Gamela sofre. Já havia sido vítima da violência dos fazendeiros em 2015 e 2016. Apesar de ser território tradicional indígena e de terem sido cumpridas todas as exigências, o território ainda não foi demarcado...
Também não foi o ataque contra os Gamelas a única barbárie no campo a estarrecer o Brasil nos últimos dias. Em 19 de abril passado (Dia do Índio), um grupo de encapuzados invadiu o assentamento de Taquaruçu do Norte, no Município de Colniza, no Mato Grosso e, após torturar barbaramente, assassinou nove pessoas. Para deixar marca, os assassinos decapitaram os corpos.
Nas cidades, a barbárie não é menor. Alguém ainda lembra e fala dos 67 presos assassinados nos presídios de Manaus? Alguém ainda lembra ou fala dos 33 presos assassinados na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista? Alguém ainda lembra ou fala dos 26 presos assassinados no presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte? Sem falar das “micro” matanças que acontecem a cada dia nos presídios espalhados pelo país. Em média, uma a cada dia.
E as inúmeras cenas de policiais executando supostos traficantes que, depois, constata-se, nada tinham a ver com tráfico ou crime? As vítimas, em sua maioria, são jovens e negros que apenas estavam no lugar errado e na hora errada e foram vítimas da sanha de punir, não importa, se a pessoa errada.
De quem é a culpa? Os índios Gamela do Maranhão e os camponeses de Colniza não são tech, nem pop, nem tudo. Pelo contrário: para quem se importa apenas com resultados econômicos, eles são atrasados e nada midiáticos. Eles são nada! Sua morte talvez nunca encontre justiça. Muito menos encontrará justiça a morte de centenas de homens detidos em presídios que não fazem jus sequer aos calabouços medievais e se aproximam, muitas vezes, aos campos de extermínio dos regimes totalitários.
Talvez os que alugaram suas mãos para executar estes crimes inomináveis sejam tão merecedores de compaixão quanto suas vítimas. Foram munidos e nutridos pelo ódio daqueles que mantém suas próprias vidas na miséria e do alto de suas tribunas clamam que “tem de ter fumo, tem de ter soja, tem de ter boi, tem de ter leite, tem de ter tudo, produção”, mas, se tiver algum indígena ou camponês por perto, é preciso expulsá-los “do jeito que for necessário”. E tão sujas quanto as vozes que clamam que “índios, gays, lésbicas e quilombolas são tudo que não presta”, são as mãos daqueles e daquelas que, no dia das eleições, movem seus dedos para digitar seus nomes e assim recolocá-los no poder, uma, duas três, muitas vezes.
A barbárie, muitas vezes, também se constrói por caminhos aparentemente democráticos e civilizados. Quando os mortos estão distantes, é claro. E o cheiro da pólvora e do sangue não fere nossos delicados sentidos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Paz e Bem!


Estimados e estimadas.
Nasci em Vila Flores (RS), no ano de 1965, filho de Olgemina Catharina Criveletto e Avelino Zugno. Sou membro da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos desde o ano de 1985.
Depois de concluir a Licenciatura em Filosofia (UCPEL – 1987) e o Bacharelado em Teologia (ESTEF – 1990), atuei como missionário na Nicarágua de 1991 a 1996. Em 1998 conclui o Mestrado em Teologia na Université Catholique de Lyon (França). No mesmo ano iniciei minhas atividades como professor de Teologia na ESTEF (Porto Alegre) e, a partir de 1999, no Centro Universitário La Salle (Canoas-RS) onde atuo até hoje.
De 2006 a 2012 foi membro da Equipe de Assessoria Teológica da Conferência Latino-americana de Religiosos (CLAR). Em 2012 iniciei o doutorado em Teologia na Faculdades EST de São Leopoldo (EST) tendo concluído e apresentado a pesquisa em agosto de 2016.
Além da atividade acadêmica, dedica-se à assessoria na formação de lideranças leigas e da Vida Religiosa Consagrada.
Neste blog disponibilizo textos por mim produzidos no decorrer do percurso acadêmico. Façam tod@s bom proveito.